Feira do Livro

Durante muitos anos trabalhei na Feira do Livro de Porto Alegre, na banca da editora da UFRGS.

Comecei entregando jornais para as pessoas que passeavam na praça.

Eu estava passeando com meu pai, que trabalhava na editora e é um editor apaixonado pelo seu trabalho, e perguntei pra o então diretor: “posso trabalhar na banca??? o que eu posso fazer pra trabalhar na feira??????”. Ele me mandou dobrar os jornais e entregar para as pessoas. E lá fui eu.

Acho que isto devia ser 1990. No outro ano faltou gente pra ficar na banca em um horário ruim e eu estava lá, bem feliz vendendo livro. No outro ano também e assim se passaram quase dez anos de trabalho. No fim era eu quem abria a banca, organizava o estoque, fechava a banca e saía às vezes com R$ 3.000,00 em dinheiro amarrados na cintura por dentro da calça, às 22h, pra pegar o ônibus na praça Parobé e ir pra casa.

E que maravilha é trabalhar na feira. Quem gosta da feira do livro não tem noção da delícia que é estar dentro da banca vendendo livros, conversando com as pessoas, conhecendo gente diferente, revendo público fiel da feira, revendo amigos que eu só via na feira.

Ah, tem o pessoal da câmara Rio-Grandense do Livro que corre o dia inteiro “apagando incêndios” no meio daquele monte de gente, de eventos, de livreiros. Trabalhar ali não é fácil: o clima nesta época muda muito durante o dia fazendo a gente passar frio e calor, a chuva inunda a praça da Alfândega, tem gente muito mal-educada comprando livro, tem ladrão de livro, tem gente que tenta assaltar as bancas, tem protesto besta só pra atrapalhar a festa … tem de tudo.

Hoje em dia eu não vendo mais livros. Adquiri outra paixão do meu pai.

Meu pai querido que é tão apaixonado pelos livros que acaba contagiando todos em volta. Meu irmão é um leitor contumaz, meu filho também e eu … faço livros!

Eu hoje vou mais uma vez pra feira com meu marido e meu filho pra ouvir a Léa Cassol contar suas histórias e curtir o encerramento da feira.

Vamos ver o Xerife tocar a sineta e toda a turma da Câmara entregar rosas para os livreiros, tomar uma cerveja com panchos e voltar pra casa satisfeitos de ter participado de mais uma Feira do Livro de Porto Alegre.

Vou cumprimentar os amigos que fiz ao longo de tantos anos no meio livreiro e editorial, os profissionais da Câmara Rio-Grandense, fechar alguns negócios, quem sabe, marcar algumas reuniões. E a Feira nunca vai ser só passeio pra mim.

Fico devendo uma foto. Amanhã, se der tempo eu posto.

 

Dino Rocha

Procurando programação para sexta-feira? Ótima dica do meu amigo Cássio: show de Dino Rocha no teatro do Sesc em Porto Alegre.

Quem é Dino Rocha? Ora, é o rei do chamamé. O cara toca sanfona desde o 8 anos de idade, já tocou com um monte de grupos e atualmente trabalha no projeto “Chalana de Prata” de resgate da cultura musical sul-matogrossense.

Quer ouvir? tem aqui

Quer saber mais sobre ele? aqui e aqui

 

Serviço:

O que? Dino Rocha e grupo

Quando? dia 30/09 às 20h

Aonde? Teatro do Sesc de Porto Alegre: Av. Alberto Bins, 665

Entrada Franca

EU VOU!!!

Músicos do RS no Mundo

Meu primeiro trabalho de produção em que participei do início ao fim e vou viajar com os músicos na circulação pelo interior do RS.

É uma parceria da Discoteca Natho Henn/Secretaria da Cultura do RS com o Sesc – RS.

É um projeto jóia, eu estou adorando fazer parte disto. Tem oficina, palestra e concerto. Logo abaixo está o release.

Não vou elogiar muito pra não parecer puxa-saquismo, ok? Mas o pessoal é todo ótimo.

O Pedrinho Figueiredo, a Rosane, o Gustavo Assis Brasil, o Mauro Menine, o Evando Demari (que gentilmente salvou minha vida hoje à tarde) … nossa. Tenho muita sorte em começar trabalhando com eles. Valeu, gente.

O Arte Sesc – Cultura por toda parte apresenta o Projeto Músicos do RS no Mundo. A iniciativa conta com o apoio cultural da Discoteca Pública Natho Henn do Governo Estadual, e tem como objetivo valorizar e divulgar a carreira de músicos gaúchos reconhecidos fora do País. O projeto proporciona três momentos de interação do público com os músicos convidados: oficina, palestra e concerto.

No primeiro dia acontece a oficina Improvisação: Uma Abordagem Contemporânea, aberta a todos os instrumentistas. A atividade, que será ministrada por Gustavo Assis Brasil, busca demonstrar, de uma maneira direta e prática, novos conceitos de improvisação com uma visão contemporânea. O músico apresenta como criar novas sonoridades de uma maneira original, utilizando superimposições e substituições, estruturas harmônicas constantes, pentatônicas em jazz, conceitos rítmicos de música clássica do sul da Índia (Konokol Carnatico), improvisação sem compassos rítmicos, e outros temas.

As inscrições estão R$ 5 para comerciários com Cartão Sesc e R$ 25 para o público em geral.
No segundo dia, Gustavo Assis Brasil realiza a palestra Minha vivência como músico no exterior, onde o objetivo é apresentar aos participantes a experiência no exterior de profissionais bem sucedidos da área e, através deste testemunho, valorizar a formação e o talento do músico brasileiro. Em seguinda, às 20h concerto de Gustavo Assis Brasil acompanhado por Bruno Tessele (bateria), Matheus Nicolaiewsky (baixo) e Julio “Chumbinho” Herrlein (guitarra).

Em todas as cidades teremos músicos convidados: Guilherme Barros em Santa Maria, Evandro Demari em Bento Gonçalves, Daniel Zanotelli em Pelotas e Frank Solari em Porto Alegre.


Legal, né? Vem participar que vai valer a pena.